Tudo o que você precisa saber sobre o procedimento que visualiza e trata o interior do útero
Histeroscopia é um dos procedimentos mais importantes da ginecologia moderna. Ela permite que o médico veja o interior do útero com precisão — e, quando necessário, trate o problema no mesmo momento.
Se você foi indicada para fazer uma histeroscopia e está com dúvidas, este artigo foi escrito para você.
Aqui você vai entender o que é o procedimento, para que serve, como é feito, o que esperar antes e depois — e porque a histeroscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças uterinas, segundo a AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists) e a FEBRASGO.
Conheça o Dr. Stéfano Adorno

Dr. Stéfano Adorno — especialista em histeroscopia e cirurgia ginecológica minimamente invasiva
O Dr. Stéfano Adorno é ginecologista especialista em histeroscopia e cirurgia minimamente invasiva, com ampla experiência em procedimentos diagnósticos e cirúrgicos por via histeroscópica. Tem subespecialidade na área de Endoscopia Ginecológica pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e membro da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).
Atende em Manaus (AM), oferecendo cuidado ginecológico de excelência, baseado em evidências científicas e com atenção individualizada.
CRM-AM 7447 • RQE 4424 (Ginecologia) • RQE 4521 (Endoscopia Ginecológica)
1. O Que é a Histeroscopia?
A histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo que utiliza um instrumento fino e iluminado — o histeroscópio — para visualizar o interior da cavidade uterina.
O equipamento é introduzido pelo canal vaginal e pelo colo do útero, sem necessidade de cortes ou incisões. Por isso, é considerado um procedimento seguro, preciso e com recuperação rápida.
Ela pode ser realizada com dois objetivos principais:
- Diagnóstico: para investigar a causa de sintomas como sangramento irregular, dor pélvica ou infertilidade.
- Cirúrgico (operatória): para tratar lesões identificadas, como pólipos, miomas e aderências.
Em muitos casos, diagnóstico e tratamento acontecem na mesma sessão — o que evita que a paciente precise passar por dois procedimentos separados.

Histeroscópio Karl Storz — instrumento utilizado para visualizar o interior do útero
2. Quais São as Indicações da Histeroscopia?
A histeroscopia é indicada em diversas situações clínicas. As principais são:
Sangramento Uterino Anormal
É a indicação mais frequente. Qualquer alteração no padrão menstrual — sangramento fora do período, fluxo muito intenso ou irregular — merece investigação.
A histeroscopia permite identificar a causa com precisão, seja um pólipo, mioma submucoso, sinéquias uterinas, hiperplasia endometrial ou outras condições.
Pólipos Uterinos
Os pólipos são crescimentos benignos do endométrio (revestimento interno do útero). Causam sangramento irregular e podem dificultar a gravidez.
A histeroscopia cirúrgica permite remover o pólipo completamente, com precisão e sem cortes.

Imagem histeroscópica: pólipo endocervical visualizado na cavidade — caso operado pelo Dr. Stéfano Adorno
Miomas Submucosos
Os miomas submucosos são tumores benignos que crescem para dentro da cavidade uterina. São a principal causa de sangramento intenso e cólicas severas.
Pela histeroscopia, é possível resseccionar o mioma com um ressectoscópio — sem incisão abdominal, com recuperação muito mais rápida que a cirurgia convencional.
Quer entender mais sobre os tratamentos cirúrgicos ginecológicos? Veja nossas 7 dicas para uma boa cirurgia.

Imagem histeroscópica: mioma submucoso projetando-se para a cavidade uterina
Infertilidade e Falhas de Implantação
Casais que tentam engravidar sem sucesso frequentemente passam por uma histeroscopia diagnóstica. O objetivo é avaliar se há alguma alteração na cavidade uterina que esteja impedindo a implantação do embrião.
Condições como sinéquias (aderências), septo uterino, pólipos e miomas podem ser tratadas via histeroscopia, aumentando significativamente as chances de gravidez.
Sinéquias (Aderências Intrauterinas)
As sinéquias são aderências que formam bandas de tecido cicatricial dentro do útero, geralmente após curetagens ou infecções. Causam amenorreia (ausência de menstruação) e infertilidade.
A sinequeólise histeroscópica — liberação das aderências pela histeroscopia — é o tratamento de escolha, conforme recomendado pela AAGL e ESGE (European Society for Gynaecological Endoscopy).
Septo Uterino
O septo uterino é uma malformação congênita — uma parede de tecido que divide parcial ou totalmente a cavidade uterina. Está associado a abortos de repetição e infertilidade.
A correção (metroplastia histeroscópica) é feita pelo próprio histeroscópio, sem incisões externas.

Imagem histeroscópica: septo uterino — malformação tratada por metroplastia histeroscópica
Investigação do Endométrio
Em pacientes na menopausa com sangramento, ou com suspeita de lesão endometrial em exame de imagem, a histeroscopia permite visualizar e biopsiar o endométrio de forma dirigida e precisa.
Isso a torna muito superior à curetagem cega, que é realizada sem visualização direta.
3. Como é Feita a Histeroscopia? Passo a Passo
Entender como o procedimento é realizado ajuda a reduzir a ansiedade. Veja o que acontece em cada etapa:

Sala de histeroscopia — equipamento STORZ de alta definição utilizado pelo Dr. Stéfano Adorno
- Posicionamento: a paciente é posicionada em decúbito dorsal, da mesma forma que em um exame ginecológico de rotina.
- Anestesia: pode ser local, sedação leve ou raquianestesia (igual da cesariana), dependendo do tipo de histeroscopia (diagnóstica ou cirúrgica) e do perfil da paciente.
- Introdução do histeroscópio: o instrumento é introduzido delicadamente pelo canal vaginal e pelo colo do útero, sem cortes.
- Distensão da cavidade: um meio de distensão (soro fisiológico ou soro glicosado) é infundido para expandir a cavidade uterina e melhorar a visualização.
- Visualização: o médico examina toda a cavidade uterina — paredes, fundo, cornos uterinos e óstios tubários — em tempo real, em alta definição.
- Tratamento (se cirúrgica): quando necessário, instrumentos específicos são passados pelo canal operatório do histeroscópio para remover pólipos, miomas ou aderências.
- Recuperação: a paciente permanece em observação por 1 a 2 horas e, na maioria dos casos, vai para casa no mesmo dia.

Dr. Stéfano Adorno com sua equipe durante procedimento de histeroscopia cirúrgica
4. Histeroscopia Diagnóstica x Histeroscopia Cirúrgica
Existem dois tipos principais de histeroscopia, com objetivos e complexidades diferentes:
Histeroscopia Diagnóstica
Utiliza um histeroscópio de fino calibre, com apenas 3 a 5mm de diâmetro. Tem como objetivo avaliar e mapear a cavidade uterina.
É um procedimento rápido — dura em média 10 a 20 minutos. Pode ser feita em ambiente ambulatorial, com anestesia local ou sedação leve.
Está indicada na investigação de:
- Sangramento uterino anormal;
- Infertilidade e falhas de implantação em reprodução assistida;
- Alterações suspeitas ao ultrassom (espessamento endometrial, imagens intracavitárias);
- Acompanhamento após tratamento de lesões uterinas;

Cavidade uterina normal ao exame histeroscopia diagnóstica — avaliação realizada pelo Dr. Stéfano Adorno
Histeroscopia Cirúrgica (Operatória)
Utiliza um equipamento maior — o ressectoscópio — que permite a passagem de instrumentos cirúrgicos pelo seu canal interno.
É realizada em centro cirúrgico, com anestesia geral ou raquidiana. Permite:
- Polipectomia (retirada de pólipos);
- Miomectomia histeroscópica (retirada de miomas submucosos);
- Sinequeólise (liberação de aderências);
- Metroplastia (correção de septo uterino);
- Ablação endometrial (para sangramento intenso sem resposta a tratamento clínico);
- Retirada de DIU mal posicionado ou calcificado;

Histeroscopia Cirúrgica com Septoplastia — avaliação realizada pelo Dr. Stéfano Adorno
5. Como se Preparar para a Histeroscopia?
A preparação é simples. Siga as orientações do seu médico, que em geral incluem:
- Momento ideal: preferencialmente entre o 7º e o 12º dia do ciclo menstrual (após a menstruação), quando o endométrio está mais fino e a visibilidade é melhor;
- Jejum: necessário apenas se a anestesia for geral ou sedação — normalmente 6 a 8 horas antes;
- Exames pré-operatórios: hemograma, coagulograma e outros, conforme protocolo do serviço;
- Abstinência sexual: recomendada por 48 horas antes do procedimento;
- Evitar duchas vaginais: não realizar 48 horas antes;
- Informar medicamentos: especialmente anticoagulantes e AAS, que podem precisar ser suspensos;
O médico poderá prescrever um medicamento para amolecer o colo do útero (misoprostol) nas horas anteriores ao procedimento, facilitando a introdução do histeroscópio.
6. O Procedimento Dói? O Que é Normal Sentir?
Esta é a dúvida mais frequente das pacientes. A resposta honesta é: depende do tipo de histeroscopia e da sensibilidade individual.
Na histeroscopia diagnóstica ambulatorial, a maioria das mulheres relata uma cólica leve a moderada, semelhante à cólica menstrual, que melhora rapidamente após o procedimento.
Na histeroscopia cirúrgica, realizada com anestesia, a paciente não sente dor durante o procedimento.
Após o procedimento, é comum:
- Cólica leve nas primeiras horas;
- Pequeno sangramento ou corrimento rosado por alguns dias;
- Leve sensação de pressão ou desconforto pélvico;
Esses sintomas são passageiros e desaparecem em 2 a 4 dias. Se houver febre, dor intensa ou sangramento abundante, procure atendimento imediato.
7. Recuperação: Quanto Tempo e O Que Evitar?
A recuperação da histeroscopia é uma das grandes vantagens do procedimento em relação às cirurgias abertas.
Veja o que esperar:
- Histeroscopia diagnóstica: a paciente vai para casa no mesmo dia e pode retomar atividades normais em 24 a 48 horas.
- Histeroscopia cirúrgica: retorno para casa no mesmo dia ou com internação de uma noite. Retorno às atividades em 3 a 7 dias.
Recomendações no pós-operatório:
- Evitar relações sexuais por 7 a 14 dias (conforme orientação médica);
- Evitar banho de imersão, piscina e mar por 7 a 10 dias;
- Não realizar esforço físico intenso na primeira semana;
- Tomar os medicamentos prescritos (analgésicos e, se necessário, antibióticos);
- Retornar à consulta conforme agendado pelo médico;
A ausência de cortes externos significa menos dor, menor risco de infecção e nenhuma cicatriz. Essa é a grande vantagem da abordagem minimamente invasiva.
8. A Histeroscopia é Segura? Quais os Riscos?
Sim. A histeroscopia é considerada um procedimento seguro e bem tolerado, com baixas taxas de complicação.
Segundo a AAGL, a taxa de complicações graves é inferior a 1% dos casos.
As complicações possíveis, embora raras, incluem:
- Perfuração uterina (raro, geralmente sem consequências graves);
- Infecção (endometrite — tratada com antibióticos);
- Sangramento excessivo;
- Reação ao meio de distensão (nas cirúrgicas);
- Lesão de órgãos adjacentes (muito raro);
A segurança do procedimento está diretamente relacionada à experiência do cirurgião e à qualidade do serviço onde é realizado. Por isso, escolher um especialista é essencial.
Saiba como escolher um bom médico ginecologista antes de agendar seu procedimento.
9. Histeroscopia e Fertilidade: Qual a Relação?
A histeroscopia tem papel fundamental no tratamento da infertilidade feminina.
Alterações intracavitárias — como pólipos, miomas submucosos, sinéquias e septos — podem impedir a implantação do embrião ou causar abortos de repetição.
A correção dessas alterações via histeroscopia melhora significativamente as taxas de gravidez, tanto natural quanto por reprodução assistida (FIV).
Uma revisão sistemática publicada no Journal of Minimally Invasive Gynecology demonstrou que a polipectomia histeroscópica aumenta em até 2 vezes as chances de implantação embrionária em ciclos de FIV.
Se você tem dificuldade para engravidar, a investigação histeroscópica pode ser o passo que faltava. Converse com seu ginecologista.
10. Histeroscopia x Curetagem: Qual a Diferença?
Muitas pacientes confundem os dois procedimentos — mas são completamente diferentes.
A curetagem é um procedimento as cegas: o médico raspa o interior do útero sem visualizar o que está fazendo. É usada principalmente após abortos e em situações de urgência.
A histeroscopia permite visualização direta, em tempo real, com alta definição. O tratamento é dirigido exatamente para a lesão — sem remover tecido saudável desnecessariamente.
Por isso, nas situações em que ambas poderiam ser indicadas, a histeroscopia é amplamente preferida pela precisão, segurança e menor trauma tecidual, conforme consenso da FEBRASGO e da AAGL.
Você também pode ter interesse em saber mais sobre o que faz um ginecologista e entender melhor a especialidade.
11. Quanto Custa uma Histeroscopia?
O valor da histeroscopia varia conforme o tipo de procedimento (diagnóstica ou cirúrgica), o local de realização e se há cobertura de plano de saúde.
- Diagnóstica: geralmente coberta pelos principais planos de saúde quando há indicação médica documentada;
- Cirúrgica: também coberta na maioria dos planos, desde que o procedimento esteja no rol da ANS;
- Particular: o valor depende da complexidade do caso — consulte diretamente o consultório para informações atualizadas;
12. Histeroscopia Tem Anestesia?
Sim — mas o tipo de anestesia varia conforme o procedimento. Essa é uma das dúvidas mais buscadas sobre histeroscopia, e a resposta depende do objetivo da intervenção.
- Diagnóstica ambulatorial: sem anestesia ou com anestesia local + sedação leve. A paciente permanece acordada e vai para casa logo após o procedimento;
- Cirúrgica (operatória): realizada com anestesia geral ou raquidiana em centro cirúrgico. A paciente não sente dor durante o procedimento;
O médico anestesiologista avalia cada paciente individualmente. A segurança é sempre a prioridade.
13. A Histeroscopia Detecta Câncer?
Sim. A histeroscopia é um dos principais métodos de investigação do câncer de endométrio — o tipo mais comum de câncer ginecológico em mulheres na pós-menopausa.
Permite visualizar e biopsiar áreas suspeitas com precisão — muito superior à curetagem as cegas. Está especialmente indicada em mulheres na menopausa com sangramento ou com espessamento endometrial ao ultrassom. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.
14. Qual o Tempo de Recuperação da Histeroscopia?
Uma das maiores vantagens da histeroscopia é justamente o curto tempo de recuperação em comparação com cirurgias abertas:
- Diagnóstica: retorno às atividades em 24 a 48 horas. Muitas pacientes voltam ao trabalho no dia seguinte;
- Polipectomia ou miomectomia: recuperação de 3 a 7 dias. Atividade física liberada após 7 a 14 dias;
- Relações sexuais: liberadas em geral após 7 a 14 dias conforme orientação médica;
- Menstruação: pode atrasar ou adiantar no ciclo seguinte — é normal e transitório;
Perguntas Frequentes sobre Histeroscopia
Reunimos as perguntas mais buscadas no Google sobre histeroscopia. Se a sua dúvida não estiver aqui, entre em contato com o consultório.
Histeroscopia dói?
Na diagnóstica, a maioria das mulheres sente uma cólica leve a moderada, semelhante à cólica menstrual. Na cirúrgica, com anestesia geral ou raquidiana, não há dor durante o procedimento. O desconforto pós-operatório é controlado com analgésicos comuns.
Quanto tempo dura a histeroscopia?
A diagnóstica dura entre 10 e 20 minutos. A cirúrgica pode levar de 20 a 60 minutos conforme a complexidade. No total, considerando preparo e recuperação, a paciente permanece cerca de 3 a 4 horas no serviço.
Posso fazer histeroscopia menstruada?
Em geral, não é recomendado durante a menstruação, pois o sangue dificulta a visualização. O momento ideal é entre o 7º e o 12º dia do ciclo. Em casos de sangramento contínuo, o médico avalia individualmente.
Histeroscopia é o mesmo que curetagem?
Não. A curetagem é realizada às cegas. A histeroscopia permite ver o interior do útero em tempo real e tratar com precisão. É considerada superior para diagnóstico e tratamento de lesões uterinas.
Histeroscopia pode ser feita em mulheres virgens?
Sim, com instrumentos de calibre reduzido para preservar o hímen. Cada caso é avaliado individualmente pelo médico.
Histeroscopia é coberta pelo plano de saúde?
Sim, na maioria dos planos. Diagnóstica e cirúrgica constam no Rol de Procedimentos da ANS. Verifique com seu plano e converse com seu médico para confirmar a cobertura no seu caso.
Posso engravidar após a histeroscopia?
Sim — e muitas vezes a histeroscopia é justamente o que possibilita a gravidez. Ao remover pólipos, miomas, sinéquias ou septos, o procedimento restaura as condições ideais para a implantação do embrião. O médico orienta o tempo de espera recomendado — geralmente 1 a 3 ciclos menstruais.
Qual a diferença entre histeroscopia e ultrassom?
O ultrassom é um exame de imagem indireta — não permite ver o interior da cavidade uterina diretamente. A histeroscopia visualiza a cavidade em alta definição e em tempo real, além de permitir biópsias e tratamentos. Os dois exames são complementares.
Conclusão
A histeroscopia é um dos procedimentos mais importantes da ginecologia moderna. Ela une diagnóstico e tratamento em uma única intervenção, com alta precisão, baixo risco e recuperação rápida.
Se você tem sangramento irregular, dificuldade para engravidar ou qualquer alteração uterina identificada no ultrassom, não adie a avaliação. A histeroscopia pode ser a resposta que você estava buscando.
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Referências
• AAGL – American Association of Gynecologic Laparoscopists. AAGL Practice Report: Practice Guidelines for the Diagnosis and Management of Endometrial Polyps. J Minim Invasive Gynecol. 2012.
• FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Protocolo de Histeroscopia, 2021.
• ESGE – European Society for Gynaecological Endoscopy. Hysteroscopy Guidelines, 2023. Disponível em: https://www.esge.org
• Bettocchi S, et al. Office Hysteroscopy. Obstet Gynecol Clin North Am. 2004;31(3):641-654.
• Journal of Minimally Invasive Gynecology. Hysteroscopic polypectomy and IVF outcomes: systematic review, 2020.